terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

"Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro"

As serpentinas e confetes ainda cobrem os salões de festa. Os carros alegóricos que encantaram o público anda estão retornando aos galpões transformados em fábricas de arte. O ritmo alegre do carnaval ainda faz eco em nossa mente e balança levemente nosso corpo cansado. E de repente somos solicitados por uma mensagem clara e urgente: “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro. É agora o tempo favorável, é agora o dia da salvação!” Não se trata de um chamamento a uma penitência reparatória dos pretensos abusos cometidos no carnaval, mas a um discernimento lúcido sobre nossos projetos e práticas pessoais, eclesiais e sociais. A quaresma está voltada para a frente, e não preocupada apenas com o que passou. Soa o sinal que abre o tempo de preparar o mais belo enredo e a mais sublime fantasia, de reunir numa escola original todos os homens e mulheres de boa vontade, de ensaiar o Grande Dia em que ao dinheiro será apenas um meio para o bem-viver de todos e não um ídolo diante do qual se dobram joelhos e se sacrificam vidas.
“Voltai para o Senhor, vosso Deus...”
A tempo quaresmal é positivamente um tempo de concentração e busca do essencial, tanto na vida pessoal como eclesial e social. Tantas vezes as urgências furam a fila e se colocam à frente do essencial. A quaresma nos convida a voltar a Deus de todo o coração, ou seja: a vencer a tendência à fragmentação, de acender uma vela para cada santo, a servir a Deus e ao dinheiro. É um tempo para verter todas as energias ao único objetivo realmente decisivo: caminhar com humildade na presença de Deus e construir relações fraternas e uma sociedade justa.
Assim, o essencial não é fazer penitência para reparar os abusos que teriam sido cometidos nos dias de carnaval, mas exercitar a convergência da mente, do coração e das mãos na intensa e exigente tarefa de refazer as relações humanas, de superar os estreitos horizontes dos interesses mesquinhos e de abrir o olhar para o amplo horizonte do bem comum, comumente trocado por um bem ordinário e privado.
“Rasgai vossos corações, não as roupas!”
A palavra forte e direta do profeta Joel proclama a bondade e a compaixão de Deus, nos desperta das ressacas da vida e chama a superar o velho costume de mudar apenas as aparências. “Rasguem o coração e não as roupas! Voltem para Javé, o Deus de vocês, pois ele é piedade e compaixão, lento para a cólera e cheio de amor...”
Nada de trocar apenas as máscaras, de renovar o guarda-roupa, de mudar apenas as cores das toalhas e estolas, como se elas fossem capazes de esconder nossos fechamentos e resistências. Joel aponta para a necessidade de mudanças mais reais e radicais. Quando fala em rasgar o coração, o profeta não pretende centrar sua atenção nos sentimentos, mas na raiz das decisões e ações. Ele anuncia que os gestos externos de arrependimento e mudança não são suficientes. A verdadeira mudança se revela nas opções, ações e relações.
A tradição das comunidades cristãs privilegiou três ações que expressam a mudança de direção e a convergência de energias: a esmola, a oração e o jejum. Mas neste ano, Jesus Cristo nos convoca à vigilância e à auto-crítica sobre nossa relação com o dinheiro. Se nem mesmo a oração, o jejum e a esmola não estão livres da falsificação e do faz-de-conta, o que dizer das nossas práticas econômicas?
“Quando deres esmola, não mandes tocar a trombeta diante de ti...”
Jesus não condena a prática da esmola, mas também não se deixa enganar por ela. O que Jesus pede é que verifiquemos a motivação e a disposição com que a fazemos. “Não mande tocar trombeta na frente... Que a sua esquerda não saiba o que a sua direita faz.” Uma esmola acompanhada de publicidade beneficia mais a pessoa que dá do que aquela que está em necessidade. É como recitar um papel.
O sentido profundo da esmola é a solidariedade e a partilha com os pobres. Mais que dar daquilo que sobra ou não faz falta, trata-se de partilhar aquilo que é “fruto da terra e do trabalho da humanidade”, e não nossa propriedade absoluta. A partilha generosa, demonstrada na doação de bens econômicos ou no engajamento nas lutas dos oprimidos, é certamente um sinal externo de que queremos voltar o coração inteiramente para Deus e centrar a vida naquilo que é essencial.
“Quando orardes, não sejais como os hipócritas...”
Em todas as religiões a oração goza de um apreço privilegiado como expressão da fé e da comunhão com a divindade. No judaísmo que Jesus conheceu não era diferente. Até hoje não faltam grupos e pregadores que insistem na necessidade de rezar muito, de multiplicar terços, ladainhas, missas e promessas. Como se isso bastasse para estar de bem com Deus...
No Evangelho de hoje Jesus não insiste na quantidade da oração, mas na sua qualidade e motivação. E começa criticando a postura das pessoas que rezam como se recitassem um papel no teatro ou no cinema, como se o essencial fosse que os outros percebam que estão rezando. A verdadeira oração não se coaduna com a busca de publicidade. A audiência da nossa oração é feita de um só ouvinte: Deus.
A oração é abertura radical a Deus e à sua vontade, superação dos estreitos limites dos nossos gostos, preferências e necessidades. É diálogo íntimo e amigo com Aquele que quer nosso bem, mas que não descansa enquanto todos os seus filhos e filhas não estejam bem. A oração quaresmal que expressa nossa volta ao essencial precisa ser capaz de apresentar a Deus os clamores e louvores do nosso povo.
“Quando jejuardes, não fiqueis de rosto triste...”
No tempo de Jesus muitas pessoas usavam o jejum, um sinal externo de arrepedimento e mudança, para impressionar os outros. O rosto triste evidenciava mais uma perda que uma conquista. Depois de estar exilado por tempo, o jejum voltou a estar na moda, e hoje recebe o nome de dieta ou malhação. Quem faz dieta ou malhaço está preocupado consigo mesmo: com a saúde ou com a aparência.
O jejum é um recurso pedagógico para levar à experiência da vulnerabilidade e das carências humanas das quais normalmente fugimos. Todos assimilamos o mito da satisfação plena, da vida que se prolonga infinitamente e do poder que devemos exercer sobre tudo e sobre todos. Por isso, evitamos tudo o que possa lembrar carência e fragilidade. O jejum desmascara essa mentira.
Na quaresma o jejum está a serviço da renovação da vida. E esta renovação se expressa na abertura humilde e reverente a Deus, o único absoluto, na consciência da interdependência em relação aos irmãos e irmãs e na partilha dos alimentos que deixamos de consumir. Por isso, o jejum verdadeiro e puro vem acompanhado pelo perfume e pela alegria estampada em todo o nosso ser.
“Em nome de Cristo, vos suplicamos: reconciliai-vos com Deus!”
As práticas religiosas não estão imunes à falsidade e à superficialidade. Elas podem ser simplesmente estratégias desesperadas de quem foge do medo e busca segurança no reconhecimento dos outros ou num sujeito absoluto que denomina deus. Mas isso não casa com o Evangelho. Jesus nos ajuda a entender que não podemos obedecer à vontade de Deus e, ao mesmo tempo, à logica do dinheiro.
Reconciliar-se com Deus significa reconhecê-lo e estabelecê-lo como horizonte maior das opções, como Caminho que, mantendo-nos abertos e solidários, nos leva ao encontro dos irmãos e irmãs. Reconciliar-se com Deus implica voltar às próprias raízes e ali encontrar não apenas um ‘eu’, mas também um ‘tu’ e um ‘outro’. É consolidar a convicção de que Deus só pode ser amado e servido nos seus filhos e filhas, especialmente naqueles que são mais vulneráveis.
Vivamos a quaresma que johe se inaugura fazendo da fraternidade uma meta permanente, e não apenas uma campanha temporária que dura cinco semanas. Aprofundemos a reflexão sobre a sedução e as armadilhas que o dinheiro apresenta, inclusive para nossas igrejas. Comecemos hoje, aqui e por nós mesmos. “Cria em mim um coração puro e renova no meu peito um espírito firme. Que um espírito generoso me sustente.” Cantemos com os lábios e com a vida: “Eis o tempo de conversão! Eis o dia da salvação! Ao Pai voltemos, juntos andemos... Eis o tempo de conversão!” E que Deus nos ajude a manter esta disposição durante as cinco semanas da quaresma.
Pe. Itacir Brassiani msf

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Encontro de Irmãos leigos Capuchinhos do RS

Do dia 15 a 19 de dezembro na Praia de Rosa do Mar (SC), Reuniram-se os Irmão leigos da Provincia Gaúcha na abertura dos encontros de verão. No mês de Janeiro continuam os Freis que atuam na pastoral, formação, comunicação.


sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Celebração e Confraternização da FFBrs

Nesta quinta- feira, 10/12/2009, na centro Franciscano das Irmas Franciscana da Penitência e Caridade Crista em Alvorada, aconteceu a Reunião mensal da Coordenação da FFBrs. Esta Reunião teve um carater celebrativo. Na oportunidade houve a celebração eucaristica, o planejamento das reuniões para 2010 e a revelação do amigo secreto. Após tivemos um gostoso jantar preparado pela comunidade das irmãos que recidem do centro Franciscano. Esta confraternização foi regada por boa conversa, alegria e fraternidade.Lembramos que estamos em tempos de advento nos preparando para a chegado do Menino Jesus que nos traz o Espirito de Natal que tomou conta do ambiente fraterno.
A todos desejamos um feliz e abençoado Natal.

domingo, 29 de novembro de 2009

Para que serve o Horizonte?


Evandro chegou no céu e pediu pra falar com Deus porque, segundo o seu ponto de vista, havia uma coisa na criação que não tinha nenhum sentido...
Deus o atendeu de imediato, curioso por saber qual era a falha que havia na Criação.

- Senhor Deus, sua criação é muito bonita, muito funcional, cada coisa tem sua razão de ser...Mas no meu ponto de vista, tem uma coisa que não serve para nada disse Evandro para Deus.

- E que coisa é essa Evandro que não serve para nada? Perguntou Deus.
- É o horizonte. Para que serve o horizonte?

-Se eu caminho um passo em direção ao horizonte, ele se afasta um passo de mim.
-Se caminho dez passos, ele se afasta outros dez passos.
-Se caminho quilômetros em direção ao horizonte, ele se afasta os mesmos quilômetros de mim...

Isso não faz sentido!O horizonte não serve pra nada.
Deus olhou para Evandro, sorriu e disse:
- Mas é justamente para isso que serve o horizonte... " para fazê-lo caminhar “Pense nisso......
É a Esperança...Só a Esperança nos faz caminhar e nos afasta do passado...Vida Nova!!!!
Texto escrito pela Valéria Nabak Alves

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

"Amadurece a cada instante uma esperança..."

(Jr 33,14-16; Sl 24/25; 1Ts 3,12-4,2; Lc 21,25-28.34-36)
Abre-se diante de nós um novo tempo, marcado pela pela abertura, pela esperança e pela vigilância. Somos convidados/as a compreender o núcleo central da esperança do porvo de Israel e das comunidades cristãs, mas também “afagar a terra, conhecer os desejos da terra – fecunda estação! – e fecundar o chão”. Serão quatro semanas que nos ajudarão a reviver os milênios de expectativa messiânica do povo de Israel e os nove meses de espera ativa da Família de Nazaré. É um tempo em que convergimos nossos esforços e faculdades no reconhecimento e na acolhida dAquele que vem na fragilidade humana e nas brechas da história. É um período caracterizado pela esperança inquieta e quase delirante: “Amadurece, a cada instante, uma esperança de um mundo novo, povoado de irmãos. Se você pode acreditar, comece agora, e não tenha medo de ser livre até o fim.”
“Aprendam de nós como comportar-se para agradar a Deus...”
O comércio tem pressa e não espera o Advento para insultar nossos ouvidos e agredir nossos olhos com suas mercadorias, quase convencendo-nos de que é preciso preparar o natal garantindo nossa quota de mercadorias. Ele insiste que aquilo que adquirimos no natal passado já está superado, e que precisamos estar em dia. Nossa casa está releta de coisas, mas acabamos criando a sensação de que nos falta algo essencial, que não podemos deixar de comprar.
Uma pesquisa realizada na Europa concluiu que uma família de classe média possui mais ou menos 10.000 objetos. E revelou que, na Itália, existem 75 automóveis e 122 celulares para cada 100 pessoas. A verdade é que as pessoas passam a viver em função das coisas que compram, seja trabalhando para reunir o dinheiro necessário para adquiri-las, seja investindo tempo e dinheito para mantê-las limpas e funcionando. Que sentido tem uma vida assim?
No Evangelho de hoje, embora num contexto um pouco diferente, Jesus nos adverte: “Tomem cuidado para que os corações de vocês não fiquem insensíveis por causa da gula, da embriaguez e das preocupações da vida...” A verdadeira preparação para o natal não se faz adquirindo mais coisas e acrescentando atividades, mas reduzindo as posses, despojando-se do supérfluo, simplificando a vida, reconhecendo e priorizando o essencial. É assim que agraderemos a Deus e cresceremos como pessoas.
“Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas...”
A finalidade da Palavra de Deus não é criar pânico, mas despertar uma lúcida esperança e convidar à vigilância. Sol, lua, estrelas e mar são símbolos dos poderes que se querem divinos, estáveis e inquiestonáveis. E quando tais poderes são enfrentados e abalados, muitas pessoas são assaltadas pela ansiedade e dominadas pelo pavor. Frequentemente, a crítica é vista como insulto, e o abalo das instituições como fim da ordem e da civlização.
A mesma sensação se estende às outras dimensões da vida. Para muitas pessoas, ter que baixar o nível de consumo ou diminuir a extensão das posses parece uma catástrofe que rouba ou abala o sentido da vida. A própria Igreja católica perde o sono e a serenidade diante do avanço das demais denominações cristãs, pois parecem estar questionando a verdade da qual sente-se proprietária absoluta. Tais experiências têm sabor de perda e de fim, e é difícil vislumbrar nelas um começo novo e promissor.
Jesus chama a atenção para a novidade alvissareira que se esconde e se revela no ventre destas experiências. “Então eles verão o filho do homem vindo sobre uma nuvem, com poder e grande glória.” É o novo Homem e a nova Mulher que começam a ser gerados no ventre das pessoas e movimentos que se esvaziam dos entulhos culturais e religiosos engolidos à força. É a Humanidade nova e verdadeira que nasce dos escombros de um mundo desigual e do vazio fecundo criado pela diminuição do consumo.
“Levantem-se e ergam a cabeça...”
Jesus convida à vigilância e à esperança: “Quando estas coisas começarem a acontecer, levantem-se e ergam a cabeça, porque a libertação de vocês está próxima.” “Estas coisas” são a instabilidade dos grandes poderes e o consequente medo de muitos, mas é principalmente o renascimento da humanidade verdadeira, sustentada na aparente inconsistência das nuvens e não pela estabilidade do sol e da lua; aleitada no seio da compaixão e não na mamadeira das leis; assegurada pelas mãos que se estendem para construir e não pelas armas que arrasam.
Mas este nascimento não é evidente, nem se impõe à nossa percepção. Jeremias diz que direito e a justiça são como um broto no meio de grandes árvores. Novos Homens e Mulheres não costumam ganhar espaço no panteão dos meios de comunicação. Enquanto os olhos treinados para aplaudir poderes e grandezas continuam voltados a Jerusalém, não podem notar nada de novo em Belém. Então, o Advento é um necessário tempo de vigilância, pois Deus nos visita em fraldas, vem ao mundo como broto em terra seca. Para vê-lo e reconhecê-lo, precisamos pruificar nosso olhar!
“Esse dia cairá como armadilha...”
Atenção e vigilância são atitudes necessárias para que esse misterioso dia não nos surpreenda correndo atrás de comidas e de bebidas – de perus e de espumantes! – e preocupados/as com nossa conta que, corroída pelo insaciável desejo de consumir, está em vermelho. Este tempo vai sendo hoje, e o lugar está nas promissoras u-topias/não-lugares cotidianas. O dia é cada dia e o lugar é um pouco por todo lado. Não esperemos nada de imponente e ostensivo.
E atenção com a tentação dos calendários! Eles devoram nossa alma. É desesperador perceber que o dia 25 se aproxima e ainda não adquirimos aqueles bens que parecem ser o sumo bem. É desalentador dar-se de que o dia do natal passou e nada de novo e profundo aconteceu conosco. Vivamos o Advento esquecendo o calendário fixo, abandonando a ansiedade de multiplicar novenas e pedidos. Antes, afaguemos a terra para conhecer seus desejos e, reconhecendo a propícia estação, fecundando-a com o melhor de nós mesmos/as. “Se você pode acreditar, comece agora!”
“Confio em ti, meu Deus...”
O tempo de Advento nos convida também a rezar “todo tempo”. Trata-se de encontrar meios para manter e cultivar esta vital abertura ao Deus que veio, que vem e que virá. Sem esta abertura acabamos enclausurados em nós mesmos/as, avessoas a qualquer esperança e refratários a toda mudança. Sem esta janela para o amanhã, acabaremos cego/as às novidades emergentes e reféns do ontem, partes daquilo que já era, membros inertes de um corpo morto.
A verdadeira oração não consiste em apresentar a Deus uma lista de necessidades e caprichos. Antes, é exercício de presença fiel diante de Deus para conhecer seu mistério e acolher sua vontade. Enquanto abertura e confiança em Deus, a oração suscita e sustenta a força de que necessitamos para escapar da tentação do consumo irracional e das relações impessoais. E nos ajuda a permenacermos de pé diante do Filho do Homem, deste ser humano novo que vem sobre a vulnerabilidade das nuvens, envolto na fragilidade dos bebês.
“Continuem progredindo...”
Paulo nos pede carinhosamente que continuemos crescendo e progredindo em humanidade, que aumente nosso amor mútuo e para com todas as pessoas. Este é o modo de agradar a Deus e permanecer firme e irrepreensível. O que agrada a Deus não é consumo, nem triunfo ou o sucesso, mas o crescimento no serviço aos outros. Este é o caminho que Deus ensina aos pobres e mostra aos justos, respondendo à súplica do salmista.
Uma vez mais: a verdadeira preparação para o Natal do Senhor, assim como para nosso crescimento como pessoas humanas, consiste mais em diminuir as coisas e atividades, em simplificar a vida e dar prioridade ao que é essencial, em criar espaços vazios para acolher o que está para nascer ou para chegar, e menos em muliplicar preces e devoções, em comprar coisas que nos abarrotam e acabam criando um vazio que nos enche de tédio.
Gosto de repetir silenciosamente os versos do Ivo Fachini: “Amadurece, a cada instante, uma esperança de um mundo novo, povoado de irmãos.” E acolho como dirigida a mim a provocação: “Se você pode acreditar, comece agora, e não tenha medo de ser livre até o fim.” Aprendamos essa urgência com o místico Charles de Foucault (+01/12/1916) e com o missionário São Francisco Xavier (+03/12/1552).
Pe. Itacir Brassiani msf

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

'A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira. ..
Quando se vê, já terminou o ano..
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.
Desta forma, eu digo: Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo,
a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais.'
Mário Quintana

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

XV Assembléia Geral Ordinaria da Familia Franciscana do Brasil

Tema: Dimensão profética da missão
Lema: Não perca de vista seu ponto de partida


A Assembléia Nacional Eletiva da FFB para todos nós franciscanos e franciscanas foi um grande momento de graças e bênçãos, para reavivar em nós os sonhos de Francisco e Clara na continuidade a missão franciscana fundada no amor, de ser e servir. Fomos convocados/as a refazer o caminho bebendo do carisma franciscano com o ouvido atento a realidade comprometendo se em fazer “passos ligeiros e firmes”. Sendo assim, confiantes nesta força que nos impulsiona seremos capazes de continuar a viver o projeto de Deus semeando a paz e o bem, no qual devemos constantemente praticar em nosso cotidiano. Olhando para o seguimento de Jesus Cristo e nos passos de nosso seráfico Pai e de Santa Clara há de construímos uma nova alternativa fortalecendo a nossa missão de sermos profetas e profetisas nesse mundo de hoje em meio a tantos desafios.
As 18 Unidades prestadoras de serviços (Regionais) que compõe a grande Família Franciscana do Brasil, (FFB) relataram suas experiências e atividades diante de tantas realidades urgentes: meio ambiente reciclagem do lixo, presença juntos aos pobres, povos indígenas e outros. Percebe-se também a nossa falta de pertença profunda a família e ausência de engajamento de nossa vida franciscana com as causas sociais que envolvem o povo de Deus, o seja, sermos “sal da terra e luz do mundo”. No entanto, somos convocados/as a sermos presenças que marcam com alegria e simplicidade através do nosso testemunho de vida. Nesta assembléia vivenciamos muitos momentos de luzes, como eleição da nova Coordenação Nacional tendo como nossa Presidente Ir. Maria Petronila Souza Soares (Irmã Nila). A Ela, desejamos as bênçãos de Francisco e Clara e a nossa gratidão por sua alegre disponibilidade, neste serviço generoso em animar a Família Franciscana do Brasil.
É na vida franciscana e a partir de nossa espiritualidade que reconhecemos o rosto de Deus nos excluídos/as. Que esta assembléia realizada nos ensine a cada dia fortalecer nossa resposta de amor e doação, rumo à concretização das prioridades assumidas. Como diz o lema, “não perca de vista seu ponto de partida”!

Ir. Francilene Cavalcante, ICMR.
P/ Regional – PA/AP

Belém, PA, 31 de outubro de 2009.