
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
A paz para todos nasce da justiça de cada um.
A festa da noite de ontem se prolongou madrugada adentro e na manhã de hoje tudo está mais silencioso. Aproveite-mos, pois, para compreender o sentido do Natal colocando entre parênteses os apelos e ofertas do mercado natalício e pedindo ajuda aos primeiros cristãos. Por trás do hino do primeiro capítulo do Evangelho segundo João e dos primeiros versículos da carta aos Hebreus está uma experiência concreta e uma profissão de fé amadurecida numa busca longa e intensa, em meio a conflitos e perseguições. O coração desta experiência proclamada como Boa Notícia é a manifestação da glória de Deus na vulnerabilidade da carne humana e, nela, a oferta de paz duradoura e de libertação graciosa e universal de Deus em favor de todos os seres humanos, indistintamente.“E a Palavra se dez carne e veio habitar entre nós.”
Tudo parte da gruta de Belém e nela se sustenta. Mas não menos viva é a memória da vida inteira de Jesus, seu anúncio e sua ação polêmica e libertadora, sua condenação e morte na cruz dos proscritos. João tem isso presente quando nos fala da Palavra que estava junto de Deus e que era Deus, que é a luz que brilha e vence as trevas, que se faz carne e vem habitar entre nós, que torna visível o Deus invisível. E o mesmo ocorre com o autor da carta aos Hebreus, quando afirma que Jesus exprime o ser de Deus.
Recordemos a poética narração de Lucas, proclamada na celebração da vigília da noite passada. Forçados pelo Imperador Augusto, Maria e José tiveram que ir a Belém e, completado o tempo da gravidez e sem terem encontrado hospedagem, se abrigam numa estrebaria, onde Jesus é dado à luz. Proscritos pastores sabem do ocorrido e acorrem ao estábulo, onde encontram o casal e um recém-nascido envolto em panos e acomodado numa cocheira. Seria propriamente esta a glória de Deus?
“E a Luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram dominá-la.”
Perguntemos aos irmãos e irmãs da primeira hora pelo sentido deste acontecimento histórico. Na carta aos Hebreus, a comunidade cristã, amadurecida às custas da perseguição e da perseverança, dá seu testemunho afirmando que através de Jesus, nascido na pobreza e perseguido pelos poderes políticos e religiosos, Deus nos falou de modo definitivo. Ele é a expressão da glória de Deus e o próprio dinamismo que sustenta as buscas de paz e de comunhão de todo o universo.
A comunidade joanina vai na mesma linha da comunicação, dizendo que na vida de Jesus é pronunciada definitivamente a Palavra divina: é uma Palavra que gera dinamismos de Vida que ilumina a humanidade; que vence as forças que a ela se opõem; que transforma os/as escravos/as em filhos/as. Nesta Palavra feita carne humana e hóspede do mundo, vemos a glória de Deus, o qual estabelece conosco uma aliança baseada na gratuidade e na verdade.
“A quantos a acolheram, deu-lhes poder de se tornarem filhos/as de Deus.”
As imagens e conceitos são vários e complementares. Prestemos atenção a três delas: Palavra, Vida e Graça. Enquanto Palavra, Jesus é a exteriorização da interioridade de Deus, e esse mistério interior não é uma lei, uma advertência ou uma doutrina, mas uma boa notícia que produz felicidade. A Palavra de Deus assume a carne humana e a vida histórica e corporal de Jesus como tenda na qual os homens e mulheres podem encontrar, tocar e acolher o próprio mistério de Deus.
O mesmo Jesus, filho de Maria e de José, que nasceu em Belém e viveu como carpinteiro em Nazaré, que reuniu discípulos/as e foi por eles abandonado em Jerusalém, é portador da Vida plena e eterna, do bem viver desejado por todas as criaturas. Nele o bem viver ou a Vida é revelada e doada como comunhão profunda com o mistério de Deus, comunhão solidária com todas os pobres e as vítimas e comunhão graciosa com todas as criaturas.
Na pessoa e no caminho histórico de Jesus de Nazaré, vislumbramos também a Graça de Deus, graça manifestada e encarnada. Nele recebemos a boa notícia de que Deus não é um cobrador de dívidas ou um juiz frio e calculista, mas um irmão e um hóspede que se rege pela gratuidade e pelo dom. A lei e a cobrança implacáveis vêm das velhas instituições, mas a Graça e a Verdade nós as recebemos por Jesus Cristo. Nele, todos/as recebemos graças e mais graças... Ele mesmo é a graça e a gratuidade de Deus!
“Nós vimos a sua glória...”
Tanto a comunidade de João como a da carta aos Hebreus fala de Jesus de Nazaré como glória. “Ele é o explendor da glória do Pai, a expressão do seu ser”, diz a carta. “Nós vimos a sua (da Palavra feita carne) glória, glória como do Filho único da parte do Pai”, diz João. O que esta expressão pode comunicar sobre o Filho de Deus que se revela no presépio de Belém, na carpintaria da Galiléia, na família de Nazaré e na via-crucis de Jerusalém?
Em hebraico, glória (kabôd: peso, valor, brilho) é uma palavra que exprime a importância e o valor interior de uma pessoa, que se revela nas ações e requer o respeito dos outros. Ver a glória de Deus significa testemunhar sua ação salvífica e libertadora, reconhecer sua santidade nos acontecimentos históricos. A metáfora da luz é frequentemente usada para materializar a glória de Deus, como aparece no relato do nascimento de Jesus (cf. Lc 2,9).
A tradição cristã afirma com ousadia que a glória de Deus se manifesta de modo incomparável e insuperável na crucifixão de Jesus, na sua fidelidade radical e amorosa à humanidade oprimida. Sendo a cruz o desfecho de uma inteira vida de amor, podemos dizer que na humanidade de Jesus vemos a glória de Deus. E os discípulos/as de Jesus são glorificados/as na medida em que participarm do dinamismo do seu amor ou paixão pelo mundo. Eis nosso brilho, nosso peso, nosso valor.
“Todos os confins da terra puderam ver a salvação.”
A liturgia natalina também nos ensina que universalidade e libertação são duas características essenciais do evento da encarnação do Filho de Deus. A festa do Natal de Jesus não pode ser reduzida a um evento voltado unicamente aos cristãos ou católicos, e menos ainda a um sentimento ou iluminação interior, bem ao gosto do individualismo e do misticismo pós-modernos. E não tem nada a ver também com as luzes coloridas e ofertas de consumo que abundam no mercado globalizado.
O profeta Isaías e o Salmo de meditação sublinham claramente tanto o caráter universal como a marca libertadora do nascimento de Jesus. Somos convidados a cantar porque Deus faz maravilhas, arregaça as manhas do seu braço santo e põe em movimento sua salvação. E são todos os confins da terra que vêem e experimentam esta salvação, e a terra inteira que é convocada a gritar, exultar e cantar hinos agradecidos. E João diz que todos quantos acolhem a Luz, podem se tornar filhos e filhas de Deus.
“Que beleza, pelas montanhas, os passos de quem traz boas notícias...”
Mas tudo isso não pode ser apenas sermão monótono ou doutrina abstrata. A fé que não é experiência vital se torna ideologia escravizadora. Partindo de uma libertação vivida como esperança e experiência de graça, o profeta Isaías se delicia contemplando os passos de quem corre sobre as montanhas anunciando boas notícias a um povo dominado e desolado. Ele vislumbra os guardas cantando em coral e um povo em ruínas explodindo de alegria diante do mensageiro que traz um edito de paz.
Pois o Natal é também a boa e definitiva notícia de que Deus deseja e promove uma paz duradoura, para todos e em todos os lugares. Bento XVI nos lembra oportunamente que a paz é dom a ser recebido e realidade a ser construída mediante a compaixão e a solidariedade. “A paz para todos nasce da justiça de cada um, e ninguém pode subtrair-se a este compromisso essencial de promover a justiça segundo as respectivas competências e responsabilidade”, diz o Papa na sua mensagem para o Ano Novo.
“Vamos explodir de alegria...”
Diante da tua pequenez gloriosa, Deus Menino, ajoelhamo-nos eternamente agradecidos/as. É desta tua glória que todos necessitamos. É este brilho que todos/as buscamos de forma inconsciente e quase desesperada. Tu nos ensinas que é armando a tenda dos nossos sonhos e palavras em meio à humanidade peregrina que alcançamos a liberdade e a plena realização. Obrigado por esta lição pronunciada na nossa carne. Queremos ser filhos/as desta luz. Assim seja! Amém!
Pe. Itacir Brassiani msf
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
"O Rei do Universo é o Também o Irmão dos necessitados."
FESTA DE CRISTO REI
O ano litúrgico católico termina com a festa de Cristo, Rei do Universo. Desde o final do século XIX algumas comunidades católicas vinham propondo a celebração de Cristo Rei para propagar a dignidade de Jesus Cristo, afirmar os direitos da Igreja frente à sociedade liberal e destacar a importância da doutrina cristã na formulação das leis civis. Essa festa acabou sendo instituída oficialmente em 1955, pelo Papa Pio XII. Hoje temos consciência de que é preciso evitar toda forma de triunfalismo e, ao mesmo tempo, destacar o mistério de Jesus Cristo que, com sua paixão pelo povo e sua vida doada aos marginalizados, venceu a opressão e a morte e inaugurou um Novo Tempo, regido pela paz, pela solidariedade e pela partilha. O que predomina é a utopia do bom rei que, como o bom pastor, vela sobre seu povo e o governa na justiça e na paz.
“Quando o filho do homem vier na sua glória...”
Para falar de Jesus e expressar o que ele significa sempre recorremos a imagens e comparações vindas da nossa experiência e da nossa cultura. Desde o tempo dos primeiros discípulos a comunidade cristã usou títulos e nomes correntes para expressar o mistério inesgotável da pessoa e do evento Jesus Cristo, consciente de que nenhum deles conseguia expressar com exatidão seu significado e sua relevância. Estes títulos e nomes às vezes mais escondem do que revelam a novidade de Jesus Cristo.
O título de Messias ajudava a sublinhar seu caráter de líder ungido e enviado por Deus para realizar sua obra libertadora. Chamando-o Mestre as comunidades destacavam sua a relação pedagógica com os/as seguidores/as. A imagem de Pastor serviu para ressaltar a proximidade, o conhecimento, o cuidado e a postura frente ao povo. Ao atribuir-lhe o título de Filho de Deus os cristãos afirmavam a convergência de sua ação com a ação de Deus e contestavam essse mesmo reconhecimento aos reis e imperadores.
Mas podemos afirmar com relativa segurança que Jesus evitou a maioria dos títulos que lhe davam, e preferiu autoapresentar-se como Filho do Homem, ou seja, como fundamentalmente humano e portador de humanidade. Parece que ele queria evitar o risco de entenderem-no de modo muito espiritualizado ou politizado. E preferiu falar de si mesmo em termos mais neutros, mostrando o que era e o que queria mais através da prática que de discursos, títulos e nomes.
“Senhor, quando foi que não te servimos?...”
Aprecio muito uma proposta que Dom Hélder Câmara apresentou durante o Concílio Vaticano II, sugerindo que se criasse a festa litúrgica de Cristo Servo, para corrigir os excessos da festa de Cristo Rei e recordar esse aspecto essencial da vida de Jesus de Nazaré. São Paulo lembra que Jesus reina destruindo os poderes, rebaixando os poderosos e destruindo os mecanismos de morte. Ele reina fazendo-se servo de todos e doando sua vida para que o mundo viva.
E ele reina servindo através santos como os mártires das Missões (+19.11.1628), de lutadores como Zumbi (+20.11.1695), Marçal de Souza (+25.11.1983), e de milhões de leigos e leigas, cujo dia hoje celebramos. Como cristãos, nosso desejo é amar e servir Nosso Senhor Jesus Cristo, e o fazemos amando e servindo as pessoas necessitadas que nos redeiam. É desde a necessidade dessas pessoas concretas que ele reina e exerce seu senhorio sobre nossos interesses, ambições, medos e egoísmos.
Nem a beleza lírica do Salmo 22/23 destoa deste horizonte hermenêutico. São os pobres, aos quais falta tudo, que cantam com ousadia: “O Senhor é o meu pastor, nada me falta.” São os cansados que recobram forças diante da sua presença. São as pessoas socialmente desprotegidas que se sentem seguras à simples visão do seu cajado. São os grupos sociais excluídos e perseguidos que se descobrem convidados a uma mesa farta e acompanhados diariamente pela graça e pela felicidade.
“Vinde, benditos de meu Pai!...”
Deus pai e mãe, pastor do rebanho e protetor dos pequenos, neste dia em que celebramos meio sem jeito teu Filho como Rei do Universo, te pedimos: purifica nossa liturgia e nossa mente e a das autoridades da Igreja de todo desejo de honra e de poder; confirma-nos no lugar do servo, o lugar que teu Filho ocupou e que não lhe será tirado; fortalece os leigos e leigas que, de mil e uma maneiras, tornam efetivo o reinado de Jesus Cristo e transformam o mundo; e concede a todos/as nós a graça de te reconhecer, amar e servir atenta e delicadamente nos nossos irmãos e irmãs. Amém! Assim seja!
Pe. Itacir Brassiani msf
O ano litúrgico católico termina com a festa de Cristo, Rei do Universo. Desde o final do século XIX algumas comunidades católicas vinham propondo a celebração de Cristo Rei para propagar a dignidade de Jesus Cristo, afirmar os direitos da Igreja frente à sociedade liberal e destacar a importância da doutrina cristã na formulação das leis civis. Essa festa acabou sendo instituída oficialmente em 1955, pelo Papa Pio XII. Hoje temos consciência de que é preciso evitar toda forma de triunfalismo e, ao mesmo tempo, destacar o mistério de Jesus Cristo que, com sua paixão pelo povo e sua vida doada aos marginalizados, venceu a opressão e a morte e inaugurou um Novo Tempo, regido pela paz, pela solidariedade e pela partilha. O que predomina é a utopia do bom rei que, como o bom pastor, vela sobre seu povo e o governa na justiça e na paz.
“Quando o filho do homem vier na sua glória...”
Para falar de Jesus e expressar o que ele significa sempre recorremos a imagens e comparações vindas da nossa experiência e da nossa cultura. Desde o tempo dos primeiros discípulos a comunidade cristã usou títulos e nomes correntes para expressar o mistério inesgotável da pessoa e do evento Jesus Cristo, consciente de que nenhum deles conseguia expressar com exatidão seu significado e sua relevância. Estes títulos e nomes às vezes mais escondem do que revelam a novidade de Jesus Cristo.
O título de Messias ajudava a sublinhar seu caráter de líder ungido e enviado por Deus para realizar sua obra libertadora. Chamando-o Mestre as comunidades destacavam sua a relação pedagógica com os/as seguidores/as. A imagem de Pastor serviu para ressaltar a proximidade, o conhecimento, o cuidado e a postura frente ao povo. Ao atribuir-lhe o título de Filho de Deus os cristãos afirmavam a convergência de sua ação com a ação de Deus e contestavam essse mesmo reconhecimento aos reis e imperadores.
Mas podemos afirmar com relativa segurança que Jesus evitou a maioria dos títulos que lhe davam, e preferiu autoapresentar-se como Filho do Homem, ou seja, como fundamentalmente humano e portador de humanidade. Parece que ele queria evitar o risco de entenderem-no de modo muito espiritualizado ou politizado. E preferiu falar de si mesmo em termos mais neutros, mostrando o que era e o que queria mais através da prática que de discursos, títulos e nomes.
“Julgarei entre ovelha e outra, entre carneiros e bodes...”
O trecho do Evangelho proclamado na festa de Cristo Rei é um dos ‘discursos escatológicos’ de Jesus. Esse gênero de anúncio se presta para falar não propriamente daquilo que deve acontecer no fim do mundo, mas para apresentar aquilo que realmente vale enquanto dura nossa vida no mundo. Esse discurso de Jesus nos leva imaginariamente ao fim dos tempos para destacar o que realmente tem valor no percurso da história.
Neste final imaginário da história, Mateus nos apresenta Jesus através das metáforas do rei e do juiz. Quando o evangelista fala que o Filho do Homem virá ‘na sua glória’ e se sentará em se ‘trono glorioso’ está comparando Jesus com um rei. “Então o rei dirá aos que estão à sua direita...” E a expressão ‘Senhor’ tem essencialmente o mesmo sentido, pois esse era o apelativo com que o povo se dirigia aos reis, imperadores e chefes locais.
Esta parábola também aproxima Jesus da imagem do juiz, e isso é compreensível numa cultura que atribuía ao rei as funções legislativas, executivas e judiciárias. “Todos os povos serão reunidos diante dele e ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos.” A ação de julgar consiste em discernir o verdadeiro valor das ações concretas das pessoas, as quais são separadas em dois grupos, a partir daquilo que fizem e não dos títulos honoríficos ou das meras intenções.
O trecho do Evangelho proclamado na festa de Cristo Rei é um dos ‘discursos escatológicos’ de Jesus. Esse gênero de anúncio se presta para falar não propriamente daquilo que deve acontecer no fim do mundo, mas para apresentar aquilo que realmente vale enquanto dura nossa vida no mundo. Esse discurso de Jesus nos leva imaginariamente ao fim dos tempos para destacar o que realmente tem valor no percurso da história.
Neste final imaginário da história, Mateus nos apresenta Jesus através das metáforas do rei e do juiz. Quando o evangelista fala que o Filho do Homem virá ‘na sua glória’ e se sentará em se ‘trono glorioso’ está comparando Jesus com um rei. “Então o rei dirá aos que estão à sua direita...” E a expressão ‘Senhor’ tem essencialmente o mesmo sentido, pois esse era o apelativo com que o povo se dirigia aos reis, imperadores e chefes locais.
Esta parábola também aproxima Jesus da imagem do juiz, e isso é compreensível numa cultura que atribuía ao rei as funções legislativas, executivas e judiciárias. “Todos os povos serão reunidos diante dele e ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos.” A ação de julgar consiste em discernir o verdadeiro valor das ações concretas das pessoas, as quais são separadas em dois grupos, a partir daquilo que fizem e não dos títulos honoríficos ou das meras intenções.
“Eis que eu mesmo buscarei minhas ovelhas e tomarei conta delas...”
Na análise da parábola em questão não podemos esquecer de algo que é mais que um detalhe: mesmo no papel de juiz, Jesus age como pastor. Os evangelhos nos mostram que Jesus decidiu sentar-se definitivamente à mesa como conviva dos pecadores, e não como juiz na mesa do tribunal. Sua vida inteira comprova que ele foi ao encontro e assumiu a causa dos marginalizados. Ele não os esperou sentado na cadeira pretensamente neutra dos juízes.
A bela imagem usada pelo profeta Ezequiel nos ajuda nessa perspectiva. Ele nos diz que Deus promete agir em primeira pessoa para conduzir seu rebanho às pastagens e ao repouso, cuidando da ovelha machucada e fortalecendo a ovelha enfraquecida. Deus cuida do seu povo e garante-lhe vida e segurança. Mas, fazendo isso, não deixa de agir lucidamente como juiz: “Vou julgar entre ovelha e ovelha, entre carneiros e bodes...” Sempre há lobos que se fazem passar por ovelhas...
Ampliando o nosso olhar para além dos textos de hoje, é importante lembrar que, além de se apresentar como pastor, juiz e filho do homem, Jesus se identifica com o servo. João Batista o anuncia como ‘cordeiro de Deus’, como aquele que dá a vida em resgate por muitos. E no confronto com as autoridades do seu tempo e com as ambições de poder dos próprios discípulos, o próprio Jesus declara: “Eu estou no meio de vocês como quem está servindo” (Lc 22,27).
Na análise da parábola em questão não podemos esquecer de algo que é mais que um detalhe: mesmo no papel de juiz, Jesus age como pastor. Os evangelhos nos mostram que Jesus decidiu sentar-se definitivamente à mesa como conviva dos pecadores, e não como juiz na mesa do tribunal. Sua vida inteira comprova que ele foi ao encontro e assumiu a causa dos marginalizados. Ele não os esperou sentado na cadeira pretensamente neutra dos juízes.
A bela imagem usada pelo profeta Ezequiel nos ajuda nessa perspectiva. Ele nos diz que Deus promete agir em primeira pessoa para conduzir seu rebanho às pastagens e ao repouso, cuidando da ovelha machucada e fortalecendo a ovelha enfraquecida. Deus cuida do seu povo e garante-lhe vida e segurança. Mas, fazendo isso, não deixa de agir lucidamente como juiz: “Vou julgar entre ovelha e ovelha, entre carneiros e bodes...” Sempre há lobos que se fazem passar por ovelhas...
Ampliando o nosso olhar para além dos textos de hoje, é importante lembrar que, além de se apresentar como pastor, juiz e filho do homem, Jesus se identifica com o servo. João Batista o anuncia como ‘cordeiro de Deus’, como aquele que dá a vida em resgate por muitos. E no confronto com as autoridades do seu tempo e com as ambições de poder dos próprios discípulos, o próprio Jesus declara: “Eu estou no meio de vocês como quem está servindo” (Lc 22,27).
“Todas as vezes que fizestes isso a um destes mais pequenos, que são meus irmãos....”
O mais importante, porém, está um pouco escondido na instigante parábola que ouvimos. Diante da pergunta sobre o momento e a forma concreta de servir a Jesus, ele responde: “Todas as vezes que vocês fizeram isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizeram...” Jesus é filho da humanidade, irmão dos homens e mulheres, mais concretamente: irmão daqueles que passam fome e sede, dos migrantes e doentes, dos pobres e presidiários.
Mais que como pastor ou juiz, Jesus se revela como irmão. Ele não se envergonha de ser nosso irmão e nos tratar como tal (cf. Hb 2,11). É desse modo – fazendo-se próximo o identificando-se solidariamente com os últimos – que Jesus nos revela o que realmente tem valor e pode nos salvar. Interrogando-nos sobre nossa atitude diante dos sofredores e marginalizados, ele nos ajuda discernir se estamos entre os ‘benditos do Pai’ ou com os malfeitores, com ele ou contra ele.
O mais importante, porém, está um pouco escondido na instigante parábola que ouvimos. Diante da pergunta sobre o momento e a forma concreta de servir a Jesus, ele responde: “Todas as vezes que vocês fizeram isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizeram...” Jesus é filho da humanidade, irmão dos homens e mulheres, mais concretamente: irmão daqueles que passam fome e sede, dos migrantes e doentes, dos pobres e presidiários.
Mais que como pastor ou juiz, Jesus se revela como irmão. Ele não se envergonha de ser nosso irmão e nos tratar como tal (cf. Hb 2,11). É desse modo – fazendo-se próximo o identificando-se solidariamente com os últimos – que Jesus nos revela o que realmente tem valor e pode nos salvar. Interrogando-nos sobre nossa atitude diante dos sofredores e marginalizados, ele nos ajuda discernir se estamos entre os ‘benditos do Pai’ ou com os malfeitores, com ele ou contra ele.
“Senhor, quando foi que não te servimos?...”
Aprecio muito uma proposta que Dom Hélder Câmara apresentou durante o Concílio Vaticano II, sugerindo que se criasse a festa litúrgica de Cristo Servo, para corrigir os excessos da festa de Cristo Rei e recordar esse aspecto essencial da vida de Jesus de Nazaré. São Paulo lembra que Jesus reina destruindo os poderes, rebaixando os poderosos e destruindo os mecanismos de morte. Ele reina fazendo-se servo de todos e doando sua vida para que o mundo viva.
E ele reina servindo através santos como os mártires das Missões (+19.11.1628), de lutadores como Zumbi (+20.11.1695), Marçal de Souza (+25.11.1983), e de milhões de leigos e leigas, cujo dia hoje celebramos. Como cristãos, nosso desejo é amar e servir Nosso Senhor Jesus Cristo, e o fazemos amando e servindo as pessoas necessitadas que nos redeiam. É desde a necessidade dessas pessoas concretas que ele reina e exerce seu senhorio sobre nossos interesses, ambições, medos e egoísmos.
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“Vinde, benditos de meu Pai!...”
Deus pai e mãe, pastor do rebanho e protetor dos pequenos, neste dia em que celebramos meio sem jeito teu Filho como Rei do Universo, te pedimos: purifica nossa liturgia e nossa mente e a das autoridades da Igreja de todo desejo de honra e de poder; confirma-nos no lugar do servo, o lugar que teu Filho ocupou e que não lhe será tirado; fortalece os leigos e leigas que, de mil e uma maneiras, tornam efetivo o reinado de Jesus Cristo e transformam o mundo; e concede a todos/as nós a graça de te reconhecer, amar e servir atenta e delicadamente nos nossos irmãos e irmãs. Amém! Assim seja!
Pe. Itacir Brassiani msf
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Jovens colaboram na prevenção a Aids
Aconteceu neste último final de semana, 9 de outubro, a Romaria Diocesana: Maria, Mãe do Redentor, em Cachoeira do Sul, que neste ano teve o tema: “Com Maria há 20 anos mostrando o Rosto de Cristo”.Mais de 60 mil romeiros fizeram uma caminhada de 4,3km saindo da Catedral Nossa Senhora da Conceição até o parque da romaria, na volta da Charqueada. Dois momentos fortes marcaram a romaria: a presença do núncio apostólico Dom Lourenzo Baldisseri e os 20 anos da Diocese de Cachoeira do Sul.
Neste dia, jovens do Grupo Pequena Experiência de Jesus Cristo (PEJC), da Paróquia Nossa Senhora da Penha, preocupados com o aumento da Aids no Rio Grande do Sul, organizaram, juntamente com representante da Casa Fonte Colombo, Frei Eduardo e da Pastoral da Aids, Daniel , Rose e o pequeno Henrique, a distribuição de material informativo de prevenção a Aids, além de conversar sobre a epidemia.
Romeiros vindos de Candelária, Porto Alegre, Santa Maria, Paraíso do Sul, Rosário do Sul e Cruz Alta tiveram à disposição panfletos informativos no Stand da Casa Fonte Colombo e da Pastoral da Aids para levar às suas comunidades, escolas e grupos de jovens.
Jovens colaboram na Prevenção a Aids
Aconteceu neste último final de semana, 9 de outubro, a Romaria Diocesana: Maria, Mãe do Redentor, em Cachoeira do Sul, que neste ano teve o tema: “Com Maria há 20 anos mostrando o Rosto de Cristo”.Mais de 60 mil romeiros fizeram uma caminhada de 4,3km saindo da Catedral Nossa Senhora da Conceição até o parque da romaria, na volta da Charqueada. Dois momentos fortes marcaram a romaria: a presença do núncio apostólico Dom Lourenzo Baldisseri e os 20 anos da Diocese de Cachoeira do Sul.
Neste dia, jovens do Grupo Pequena Experiência de Jesus Cristo (PEJC), da Paróquia Nossa Senhora da Penha, preocupados com o aumento da Aids no Rio Grande do Sul, organizaram, juntamente com representante da Casa Fonte Colombo, Frei Eduardo e da Pastoral da Aids, Daniel , Rose e o pequeno Henrique, a distribuição de material informativo de prevenção a Aids, além de conversar sobre a epidemia.
Romeiros vindos de Candelária, Porto Alegre, Santa Maria, Paraíso do Sul, Rosário do Sul e Cruz Alta tiveram à disposição panfletos informativos no Stand da Casa Fonte Colombo e da Pastoral da Aids para levar às suas comunidades, escolas e grupos de jovens.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
TODOS OS POVOS TÊM DIREITO DE RECEBER O EVANGELHO
(Is 25,6-10; Sl 22/23; Fil 4,12-14.19-20; Mt 22,1-14)Neste segundo domingo do mês dedicado às missões queremos sublinhar o que o Papa Bento XVI diz na mensagem para o Dia Mundial das Missões: todos os povos têm direito a receber o anúncio do Evangelho. Se ouvir o Evangelho é um direito dos povos, anunciá-lo é um dever dos cristãos. E os povos têm direito a um Evangelho testemunhado integralmente e anunciado ecumenicamente, liberto das divisões e deformações provocadas pela história européia. As festas de Nossa Senhora do Rosário (dia 7) e Nossa Senhora Aparecida (dia 12) nos lembram o que significa encarnar a Boa Notícia na própria vida antes de anunciá-lo. E a memória do mártir jesuíta João Bosco Burnier (+12.12.1978) e de todos os/as mártires desta Pátria Grande (dia 11) sublinham que a luta para que todos possam viver bem pode nos levar a perder a própria vida. E não esqueçamos o que nos ensina o poeta, sonhador e humanista Che Guevara (+08.08.1968): a luta pela libertação não tem fronteiras e deve unir firmeza e ternura.
“O Senhor Deus enxugará as lágrimas de todas as faces...”
Qual é a mensagem confiada aos cristãos para que seja anunciada a todos os povos? Não é, em primeiro lugar, uma doutrina bela e pesada, nem uma moral detalhada, mas uma boa notícia radicalmente libertadora: Deus é bom e, como atesta Isaías, promete levantar o véu de luto que cobre a cabeça dos povos e a mortalha que envolve o corpo das nações; sua presença enxuga as lágrimas de todas as faces e convoca e acolhe todos numa festa na qual os alimentos e bebidas são abundantes.
Mediante estas belas metáforas (levantar o véu ou a mortalha, enxugar as lágrimas e preparar uma festa alegre e fraterna), o profeta apresenta o rosto de um Deus que ama apaixonadamente seu povo e cada pessoa, faz aliança com ele e se mantém fiel, intervém ativamente para transformar as situações degradantes e opressivas. Em outras palavras, a mensagem é essencialmente o anúncio de que Deus não se compraz no sofrimento e na punição, nem assiste a história sentado passivamente num trono.
“Mandou seus servos chamar os convidados para a festa.”
O sonho de Deus é que a vida seja uma festa. Mas será que esta festa tem convidados prioritários? Uma leitura desatenta da parábola do evangelho de hoje poderia nos levar a concluir que sim. Para começar, é bom lembrar que esta parábola faz parte do mesmo conjunto literário das duas anteriores (Mt 21,18-32; 21,33-46). O foco temático deste conjunto literário é a rejeição da proposta de Jesus por parte da elite religiosa do judaísmo. As parábolas em questão têm esta elite como destinatário.
Jesus gosta de comparar o Reino de Deus com uma festa. Mas ele constata que nem todas as pessoas aceitam este convite, ou, quando aceitam, o fazem da boca para fora, por pura formalidade. Assim acontece com a liderança religiosa daquele tempo: não lhes agrada a aliança de Deus com a humanidade e, por isso, não dá a menor atenção ao convite que lhes é dirigido. Prefere ficar com leis e ritos que dividem e classificam as pessoas em boas ou más, judias e pagãs, filhos e cães...
Comer e beber juntos significa comungar os propósitos de Deus, e é isso que a elite não aceita. E de nada serve um segundo convite, pois o que pensam ser aqueles servos para interpelar um grupo que se sente superior aos comuns mortais? Ademais, os líderes religiosos não conseguem ver sentido nestas festas que não impõem barreiras, abertas a todas as pessoas. Até que participariam de uma festa, desde que fossem convidados de honra e com o objetivo de celebrar o poder e o privilégio de alguns.
“Ide para as encruzilhadas dos caminhos e convidai para a festa todos os que encontrardes...”
O convite à festa do Reino é universal: todos os povos, todas as classes sociais, todas as pessoas. Há um grupo que não quer participar, não se importa com o convite e não vai, mas, ao menos da parte de Deus, a festa da Aliança não exclui ninguém. O que Jesus quer sublinhar com esta parábola é que, no pensamento de Deus, o mundo é inclusivo, que há lugar para todos na festa da vida. E ele nos escolhe e envia para fazer seu convite chegar a todos os destinatários.
Eis o dinamismo da missão que compromete a Igreja: anunciar que a festa está preparada e fazer o convite chegar a todas as pessoas, povos e classes. Por isso faz sentido o mandato de ir “para as encruzilhadas dos caminhos”. No mundo judaico, as encruzilhadas são os lugares onde os pobres se reúnem para mendigar, pois a vergonha e a pressão social os empuravam para esta margem. É prosseguindo nesta direção que a missão da Igreja encontra sua originalidade e sua autenticidade.
É bom recordar isso no momento em que a Igreja católica está propondo uma nova evangelização. Além de ser nova no seu método, esta evangelização não pode ser refém de uma visão eurocêntrica, tanto no conteúdo como nos destinatários. Infelizmente a tendência é esta. A ânsia de recuperar o campo perdido pode levar a Igreja a esquecer ou menosprezar as encruzilhadas, onde se encontram os marginalizados do primeiro mundo, e os porões ,e onde são jogados as pessoas do terceiro mundo.
“Como entrates aqui sem o traje da festa?”
Mesmo que o convite não comporte nenhuma forma de exclusão, na festa da vida não se pode entrar de qualquer jeito. Aqueles/as que fazem o convite – os missionários/as e evangelizadores/as de todos os tempos e quadrantes – não discriminam ninguém: convidam bons e maus, judeus e pagãos, homens e mulheres, escravos ou senhores, povo ou elite, negros ou brancos, europeus ou africanos, hétero ou homossexuais... Esta é a tarefa confiada aos mensageiros.
Quanto às pessoas que aceitam o convite e comparecem à festa, estas precisam se perguntar se, por suas atitudes, opções e práticas honram o anfitrião. Aqueles/as que aceitam ser discípulos/as e missionários/as de Jesus Cristo precisam demonstrar com a vida que o são. Não podem tomar a estrada larga e fácil da indiferença e do individualismo. E a Igreja não pode se alegrar ingenuamente com as multidões que lotam seus templos, sem se perguntar pela qualidade do discipulado destes fiéis.
A pergunta “amigo, como entraste aqui sem o traje da festa?” é dirigida a nós, e é séria. Aqui quem está em questão não é mais a elite do judaísmo, mas os ministros e agentes e líderes da Igreja. O sujeito surpreendido com traje inadequado ficou sem palavras, como acontecera com os saduceus questionados por Jesus (cf. Mt 22,34). Infelizmente encontramos gente (padres e leigos) nestas condições em nossas celebrações e demais atividades pastorais ou administrativas...
“Tudo posso naquele que me dá força.”
Os/as missionários/as e evangelizadores/as podem contar com algo mais potente que suas próprias forças e estratégias. Sabemos que somos pessoas como todas as outras, com as mesmas fragilidades e pecados. Apenas não nos conformam com a passividade e a indiferença, e achamos que vale a pena fazer o convite de Deus chegar a todos os destinatários. E isso mesmo que, às vezes, aqueles que aceitam o convite e comparecem à festa (litúrgica) encontrem leis, barreiras e arbitrariedades.
Como experimentou Paulo, o apóstolo das nações, é preciso aprender viver na penúria e na abundância, confiando que Deus, segundo sua generosidade, em Cristo Jesus, proverá magnificamente a todas as nossas necessidades. “Tudo posso naquele que me dá força”, diz o apóstolo. E isso significa que o/a missionário/a é alguém que não pode contar apenas com os recursos pessoais e das estruturas eclesiais. A força e a lucidez indispensáveis vêm de Deus, da Palavra, dos sacramentos.
Mais ainda que os/as missionários/as, quem experimenta a força criativa e inaudita que vem de Deus são os/as mártires. É uma força que os leva a lugares que não pensavam ir, que lhes dá uma coragem que não conheciam, que lhes concede uma sabedoria que nenhum livro é capaz de dar, que suscita neles um amor quase inacreditável e uma sede de justiça que tudo consome.
“Unges com óleo minha cabeça, meu cálice transborda.”
Deus, pai e mãe, que desde sempre preparas a festa da vida e desejas que todos os povos convidados tomem um lugar à tua mesa. Continua e enviar mensageiros/as, a fim de que este convite chegue aos destinatários, especialmente aos porões e quintais do mundo, onde aqueles/as que são tratados/as como últimos estão à espera. Guia os teus enviados/as e restaura as forças deles. Abre a mente e o coração das pessoas convidadas e faz com que tua Igreja mantenha abertas suas portas e janelas a todos os povos, culturas e classes sociais, sem impor condições. Assim seja!
Pe. Itacir Brassiani msf
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Prevenção na 37ª Romaria de Nossa Senhora Conquistadora

“Com Maria Aprender a rezar a Palavra de Vida”, tema que levou fiéis às ruas da cidade de Bagé para a 37ª Romaria de Nossa Senhora Conquistadora.
A ensolarada manhã de Domingo, 25 de setembro, reuniu aproximadamente 10 mil fiéis na cidade de Bagé, fronteira com Rio Grande do Sul. Os fiéis saíram da Catedral São Sebastião, acompanhados da imagem de Nossa Senhora Conquistadora, até o Santuário onde foram recebidos pelos bispos Dom Gílio Felício e Dom José Mario, juntamente com diversos sacerdotes da região.
O evento contou com a participação de diversas dioceses do Estado, como: Pelotas, Rio Grande, Guaíba, Representantes das cidades Uruguaias - Melo e Taquarembó, além da presença da Pastoral da Aids e Casa Fonte Colombo lembrados na Missa da Benção da Saúde pelo Padre Elautério Júnior, reitor do Santuário.
Na oportunidade foi colocado um Stand com materiais informativos da Casa Fonte Colombo e a Pastoral da Aids. Frei Eduardo pode conversar com os Romeiros sobre HIV, Aids e DST, além de divulgar a Campanha de incentivo ao diagnóstico precoce.
A ensolarada manhã de Domingo, 25 de setembro, reuniu aproximadamente 10 mil fiéis na cidade de Bagé, fronteira com Rio Grande do Sul. Os fiéis saíram da Catedral São Sebastião, acompanhados da imagem de Nossa Senhora Conquistadora, até o Santuário onde foram recebidos pelos bispos Dom Gílio Felício e Dom José Mario, juntamente com diversos sacerdotes da região.
O evento contou com a participação de diversas dioceses do Estado, como: Pelotas, Rio Grande, Guaíba, Representantes das cidades Uruguaias - Melo e Taquarembó, além da presença da Pastoral da Aids e Casa Fonte Colombo lembrados na Missa da Benção da Saúde pelo Padre Elautério Júnior, reitor do Santuário.
Na oportunidade foi colocado um Stand com materiais informativos da Casa Fonte Colombo e a Pastoral da Aids. Frei Eduardo pode conversar com os Romeiros sobre HIV, Aids e DST, além de divulgar a Campanha de incentivo ao diagnóstico precoce.